“O silêncio e a multidão” – Lisboa

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Exposições. "O silêncio e a multidão" - Lisboa

Obras disponíveis sob consulta

O Silêncio e a Multidão

 

Exposição de Pintura de Daniela Reis (Portugal, n. 1980), “O Silêncio e a Multidão”
Inauguração: 9 de Junho, entre as 15h e as 19h.
Em exibição: 9 de Junho a 7 de Julho de 2021 – Dias úteis, das 9h às 17h
Local: Espaço Atmosfera M da Associação Mutualista Montepio – Rua Castilho, 5, 1250-096 Lisboa


Memória descritiva da Exposição “O Silêncio e a Multidão”

As obras apresentadas foram realizadas sobretudo nestes dois últimos anos: anos intensos, de medo e reclusão, mas, também de procura de alternativas, de criatividade, de conhecimento e de auto- conhecimento. Superação.

A estes dias de ruas silenciosas e olhares desviados por detrás de janelas, contrastava o encontro diário no atelier, onde uma multidão de figuras, dezenas de olhos pintados me questionavam e exigiam a minha solidão para ganharem forma.

O Silêncio e a Multidão são território tanto de fertilidade como de ausência.

As temáticas aqui apresentadas são transversais ao meu trabalho e vêm na sequência de outras exposições como “A Sombra Domesticada” (Galeria Acervo, 2017, Portugal), “Cocoon” (várias cidades, 2017, Marrocos) e “Nem todo o Corpo é Carne” (India International Center, 2021, Nova Deli, Índia), ou das obras apresentadas este ano na Bienal de Espinho e no Prémio Internacional da Guarda.

Trato a figura humana e o corpo enquanto veículo para pensar a relação com o outro e consigo mesmo. Vejo o retrato enquanto relação de duplicidade e des/confiança com o real, de des/encontro consigo mesmo. Entendo o “feminino” enquanto lugar de gestação, de acontecimento, de questionamento e de permanente mutação.

As personagens vivem em espaços cenografados, imateriais e oníricos ou des/organizam-se no plano pictórico, quase como que coladas umas sobre as outras. Quando foram criadas no seu ambiente natural, o atelier, surgiram quase por enlace mútuo. Enquanto uma pintura se ia formando, outras impunham-se em simultâneo, sem respeitar exclusividade de tempo ou de técnica.

Os diálogos e relações entre trabalhos são devedores desta vivência profunda no atelier, da leitura de diferentes textos e das sobre/vivências intensas dos últimos meses; procurando estabelecer-se um percurso-circular, numa dicotomia de luz e escuridão, de caos e superação, de solidão e contacto.
Propõe-se ao observador que coloque a sua imaginação em trânsito entre o imaginário e o real. Que parta das personagens e situações apresentadas e crie a sua própria narrativa, cruzando personagens e histórias tanto das obras como pessoais.
Renovação.

Daniela Reis,
 Lisboa, Junho de 2021


Clique nas imagens para ver as obras.
Fotografias das obras e artwork posters: Bruno Martins
Fotografias da exposição: Cláudia Damas

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