The double and the empty stage

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“as for myself, without either lying or telling the truth – just as in that moment yesterday mornig when i was sitting in the coffee table – as for myself, i have always kept one quotation mark to my left and another to my right. In a certain sense, “as if wasn’t me” was wider than if it was – a nonexistent life completely possessed me, ocupied me like an invention. Only in the photograph, when the negative was developed as wel -someting which, not acomplished by me, was acomplished by the snapshot: when the negative was printed it showed my ectoplasmatic presence. Is photography the portrait of a concavity, of a lack, of an absense?” Lispector, Clarisse, The passion acording to G.H.

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Acrilic on paper 70×100“Ninguém supôs que ao pé de mim estivesse sempre outro, que afinal era eu. Julgaram-me sempre idêntico a mim.” (Trecho 433, Livro do Desassossego, Bernardo Soares).

 

 

 

Ninguém supôs que ao pé de mim estivesse sempre outro, que afinal era eu. Julgaram-me sempre idêntico a mim.” (Trecho 433, Livro do Desassossego, Bernardo Soares).

 

 

 

 

 

 

 

IMG_2244“O termo alemão unheimlich refere-se precisamente a esta sensação de algo simultaneamente estranho e familiar. Sensação paradoxal que se faz sentir na presença de algo conhecido, mas sentido como estranho, ou no oposto: a sensação de familiaridade sentida na presença de algo que nos é desconhecido. O emprego da expressão é paradoxal, pois a palavra traz em si as noções de desconhecido e de familiar “[“heimliche” (homely (doméstico, familiar)]”[1] e “un”, prefixo de negação, remetendo-nos, portanto, para o misterioso, o sobrenatural que desperta temor. Freud refere que, segundo Schelling, unheimlich é tudo o que deveria ter permanecido secreto e oculto, mas veio à luz. No entendimento de Freud, a categoria de coisas unheimlich, estaria relacionada com algo reprimido que retorna, independentemente de, na origem, estar relacionadas com o medo ou com outro afecto.” Reis, Daniela, Uma pergunta a que não sei responder. Pensar a Pintura à luz de Teorema de Pasolini.

[1] FREUD, Sigmund, ‘The “Uncanny”, tradução Alix Strachey, Londres, The Hogarth Press, 1955, p.241. Disponível em Março de 2015 em http://users.clas.ufl.edu, University of Florida.

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