“Retratos do Confinamento” – Inauguração

Fotografias da Inauguração: Filipa Alfama Fernandes para Connor H. Benedict

“Retratos do Confinamento” – Inauguração

 

Exposição colectiva – Curadoria: Connor H. Benedict

Inauguração: 18 de Maio de 2023

Em exibição: De 18 a 28 de Maio de 2023 – Quarta a Domingo das 12h às 21h00

Local: Hangar – Largo Residências – Quartel do Largo do Cabeço, Lisboa

Morada: Quartel do Largo do Cabeço de Bola, 1150-081 Lisboa, Portugal

Publicação Largo Residências: Retratos do Confinamento – Inauguração 18 de Maio de 2023

+ Informações: Connor H. Benedict

Super inauguração no passado dia 18 de Maio “Retratos do Confinamento”. Podem visitar até dia 28 de Maio na Largo Residências. Participo nesta exposição colectiva com a obra Êxodo, Parte I: Lição de Voo”.

Quando apresento o meu trabalho, a parte mais interessante é tudo o que me dizem que lá coloquei, inúmeras histórias e relações que transformam e dão novos significados à minha pintura. É uma sensação de… ser agarrada pela mão por um desconhecido e levada a correr pelas ruas fora. Já percebi que essa velocidade é tão mais vertiginosa e as ruas tão mais retorcidas e multi-dimensionais, quanto mais personagens e informação coloco na tela. Daí estar apaixonada pelas telas maiores.

O meu trabalho parte da premissa de que a Pintura surge da necessidade do pintor, dar resposta a uma solicitação do visível. Uma solicitação irrecusável. Em simultâneo, este encontro, permite e estabelece uma nova relação com o real: a instauração de um espaço intermédio, de uma realidade que une o “real” com a experiência interior do pintor e do observador. C. Lispector diz que a a vida “é um estado de contacto”, de despersonalização, sendo que todas as outras pessoas, pela simples presença das suas existências, revelam a nossa.

Nesta obra conjuga-se uma lição de voo para pássaros, uma bandeira caída, um exército de mulheres que se apoiam e perspectivam o futuro. As personagens estão em relação e consoante se mude o papel de uma, toda a história do quadro se altera, numa rede de conexões orgânicas, vivas.” – Daniela Reis

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