A question I cannot answer. (Thinking painting in the light of Pasolini’s Theorem)

Górgone 4. 30x50, oil on paper
Górgone 4. 30×50, oil on paper
Górgone 2. 50x70, oil on paper
Górgone 2. 50×70, oil on paper
Górgone 3. 50x70, oil on paper
Górgone 3. 50×70, oil on paper
Górgone 1. 50x70, oil on paper
Górgone 1. 50×70, oil on paper
O teu corpo torna-se um nada transparente, já não é ele próprio mais nada que um resto 100x120, óleo sobre tela.Your body becomes a transparent nothing , he himself is no longer anything more than a rest 100x120, oil on canvas
Your body becomes a transparent nothing , he himself is no longer anything more than a rest. 100×120, oil on canvas. O teu corpo torna-se um nada transparente, já não é ele próprio mais nada que um resto. 100×120, óleo sobre tela.
Eles dizem que a beleza é a armadilha do diabo: só a beleza torna tolerável uma necessidade de desordem, de violência e de indignidade que é a raiz do amor. 100x140, oléo sobre telaThey say that beauty is the devil's trap: only beauty makes tolerable some need for disorder , violence and indignity that is the root of love. 100x140, oil on canvas
They say that beauty is the devil’s trap: only beauty makes tolerable some need for disorder , violence and indignity that is the root of love. 100×140, oil on canvas Eles dizem que a beleza é a armadilha do diabo: só a beleza torna tolerável uma necessidade de desordem, de violência e de indignidade que é a raiz do amor. 100×140, óleo sobre tela
Privada de consciência e de palavras, agindo como num sonho. 100x140, óleo sobre tela Deprived of consciousness and words, just acting like in a dream 100x140, oil on canvas
Deprived of consciousness and words, just acting like in a dream. 100×140, oil on canvas. Privada de consciência e de palavras, agindo como num sonho. 100×140, óleo sobre tela
De algum modo “como se não fosse eu” era mais amplo do que se fosse – uma vida inexistente me possuía toda e me ocupava como uma invenção 100x140, oléo sobre telaIn some way "like it wasn't me" was broader than if it was. – a non existing life held me completely and it occupied me like an invention. 100x140, oil on canvas
De algum modo “como se não fosse eu” era mais amplo do que se fosse – uma vida inexistente me possuía toda e me ocupava como uma invenção. 100×140 óleo sobre tela. In some way “like it wasn’t me” was broader than if it was. – a non existing life held me completely and it occupied me like an invention. 100×140, oil on canvas

“A question that I cannot answer”

Abstract

The work presented began with the research for the Master Thesis “A question I cannot answer. Thinking painting the light of Pasolini’s Theorem “, under the guidance of Professor Thomas Maia, in the Faculty of Fine Arts.

The starting point is one of the characters in the film starred by actress Laura Betti. A woman living a fictional life, constricted by the rules of society and the illusion of security that apathy and superficiality alloud her to create. Through a gesture of love – a transgression of love, destroying taboos and interdictions, as Bataille says – she is taken to the threshold of life. She is taken to know “life of life.”

The proposal of these paintings is to see this woman as a spectator of herself, to follow her in her abysmal plunge, in a vertigo towards the interior and to life itself, in contact and in reactualization state.

These paintings show a figure unbalanced or falling. This images are cut off by thick lines of paint that both concentrate as spray attention. They tell the story of a disturbing strangeness, of an object that still approaches the desire, maintains a trace of distance.

 

“Uma pergunta a que não sei responder”

Proposta

O ponto de partida dos trabalhos apresentados foi a investigação realizada no âmbito da Tese de Mestrado “Uma pergunta a que não sei responder. Pensar a pintura à luz de Teorema de Pasolini”, sob orientação do Professor Doutor Tomás Maia, na Faculdade de Belas Artes que realizei em 2015.

A personagem central é inspirada na personagem que a actriz Laura Betti protagoniza. Uma mulher que vive uma vida de ficção, constrita pelas regras da sociedade e pela ilusão de segurança que a apatia e a superficialidade lhe permitem criar. Através de um gesto de amor – um amor de transgressão, que destrói tabus e interditos, como diz Bataille – é levada ao limiar da vida. É levada a conhecer “a vida da vida”.

A proposta destas pinturas é perceber esta mulher como espectadora de si mesma, segui-la no seu mergulhar abissal, na vertigem em direcção ao interior e à própria vida, experienciando-se em estado de contacto e reactualização.

Em vários trabalhos podemos observar uma figura em desequilíbrio ou caída, as imagens são cortadas por linhas densas de tinta que tanto concentram como pulverizam a atenção. Contam a história de uma inquietante estranheza, de um objecto que ainda que se aproxime pelo desejo, mantém um traço de afastamento.

 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s